Premiação da Mostra Cênica São Paulo

No último domingo 28 de outubro de 2018, aconteceu a cerimônia de premiação da Mostra Cênica São Paulo, da Casa Aguinaldo Silva de Artes.

A peça Política da Editora, da Casa Brasileira de Dramaturgia, foi indicada em cinco categorias: melhor texto, com Eduardo Aleixo; melhor direção, com Cintia Alves; melhor atriz, com Jany Canela; melhor ator, com Eduardo Bartolomeu; e melhor espetáculo.

O prêmio de melhor texto foi para Eduardo Aleixo, devidamente representado na cerimônia por Rogério Favoretto.

 

Mostra Cênica São Paulo

A peça Política da Editora, da Casa Brasileira de Dramaturgia, foi selecionada para a Mostra Cênica São Paulo, da Casa Aguinaldo Silva de Artes.

A apresentação será no sábado 13 de outubro, às 21h, na sede da Casa Aguinaldo Silva.

A Mostra conta com 7 espetáculos e vai de 6 a 28 de outubro de 2018, sempre na Rua Major Sertório, 476.

Serão premiados o melhor espetáculo, a melhor direção, o melhor texto, a melhor atriz e o melhor ator da Mostra.

Prêmio Aplauso Brasil

A peça Política da Editora, da Casa Brasileira de Dramaturgia, após uma temporada de sucesso na SP Escola de Teatro, está concorrendo ao Prêmio Aplauso Brasil.

A indicação foi para a talentosíssima Jany Canela, na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

O Prêmio Aplauso Brasil possui uma dinâmica compartilhada de indicação e votação entre jurados e público.

Temos até às 18h do próximo dia 10 de outubro para eleger Jany Canela a melhor atriz coadjuvante do 1º semestre de 2018.

Votos no link abaixo.

Prêmio Aplauso Brasil: Escolha seus artistas preferidos pelo 1º semestre de 2018

Política da Editora

Qual o percurso de um texto até chegar ao leitor?

A Casa Brasileira de Dramaturgia está às voltas com a montagem da peça Política da Editora, de Eduardo Aleixo.

Através de um enredo tramado por linhas de fina ironia, diálogos bem construídos e narrativa sintética, a peça aborda os dispositivos de poder que permeiam as relações entre arte e mercado.

Escritor, Editor, Revisora e Tradutora estão inseridos em uma cadeia produtiva, que captura o texto, processa-o em mecanismos de controle e finalmente o converte em fetiche de mercadoria.

A primeira versão da dramaturgia recebeu menção honrosa no Programa Nascente da Universidade de São Paulo, obteve o segundo lugar no Prêmio Martins Pena da União Brasileira de Escritores e venceu o Concurso Jovens Dramaturgos do Serviço Social do Comércio.

Cintia Alves e Leticia Soares dirigem Adriana Azenha, Bartolomeu, Jany Canela, Miriam Limma e Rogério Favoretto.

O espetáculo inaugural da Casa Brasileira de Dramaturgia fica em cartaz na SP Escola de Teatro, de sexta a segunda, entre 01/06 e 02/07/2018.

A Liberdade de Expressão de um Autor

Até onde vai a Liberdade de Expressão de um Autor?

Vivemos dias esquisitos em nossa sociedade, onde todos vigiam todos e cada passo dado, cada palavra proferida corre o risco de ser julgada e condenada, por alguém que se julga no direito de se colocar na posição de juiz, decidindo em causa própria, se esquecendo que somos uma sociedade, a vontade de um não pode ser soberana em detrimento dos demais.

A partir dessa realidade como fica o autor, escreva ele; para teatro, televisão, livros, etc? Que caminho deve ele percorrer? Que tema deve abordar? Deve se preocupar em agradar alguém, um grupo, a todo mundo? Quantas questões a serem respondidas antes de escrever, mas será que se o autor for pensar em tudo isso antes ele conseguirá ser criativo, desprendido, fiel as suas vontades/verdades? O que fica de tudo isso, é que quanto mais se pensa no outro na hora de escrever, mais difícil fica de se ter um bom texto, pois como na vida toda vez que queremos agradar acabamos por tornar superficial nossos sentimentos e nossas intenções.

Liberdade de Expressão

O trabalho de um autor é na maioria das vezes solitário, angustiante pelo fato de que a busca da palavra certa que traduza a imagem perfeita para o público exige investigação, pesquisa, observação e a incerteza do resultado, da ideia concebida dentro da mente do autor, até a chegada ao público, percorre um longo caminho e muitas interferências, angustiante espera.

Todo autor, acredita-se, intencionalmente ou não, busca colocar o assunto escolhido sob uma ótica que possa causar a reflexão de quem assiste, porque é isso que acontece, ninguém passa impune quando estabelece um contato com uma obra literária seja de que modalidade for, e quando se trata da experiência teatral, isso se torna mais flagrante ainda e tudo começa com a iniciativa, a criatividade, a inquietude de uma pessoa que quer dizer para o mundo algo que o incomoda ou se sente impulsionado a assumir o papel de porta voz de uma causa, desta forma o seu texto poderá ser um balsamo para uns e uma ofensa para outros, ampliará os horizontes para uns e fará com que outros recuem, são os riscos que devem ser assumidos por aqueles que querem expor sua visão a respeito de assuntos e buscar contribuir para uma sociedade mais saudável.

Escrever em Liberdade

O que fica de tudo isso é que ser autor é uma queda livre constante, nuca se sabe o efeito exato que as palavras proferidas irão causar, por isso é importante ter convicção ao escolher versar sobre um determinado assunto, para que o maior incomodo que um autor pode ter não aconteça, que é: Mas não era isso que eu queria dizer!

Nunca se pode esquecer que ao colocar as palavras no papel, o autor está perpetuando aquela ideia e dando o aval para que o público o julgue. Se você tiver certeza do que quer, escreva, se não tiver, amadureça!

Peça: “Eu contra Deus…?” – Texto e Direção de Dani Zj Alba

Eu Contra Deus...?

 

A peça: “Eu contra Deus…?” trata das questões existenciais na relação com Deus, no dia a dia de cada um.

Escrita originalmente como monólogo em italiano no 2007, é a primeira obra dramatúrgica de Dani Zj Alba que, no caso, é também Diretor.

 

Traduzida para português no 2010, finalmente estreou em Outubro 2015 no Teatro Macunaima em São Paulo como produção independente.

Sinopse: João e Kamila são dois lados questionadores da consciência humana. Entre comédia, poesia e drama se perguntam sobre a existência de Deus. Onde fica o limite entre a responsabilidade humana e a de Deus? Acharão respostas? Ou só mais perguntas?

 

Arte de Escrever para Internet

Arte de Escrever para Internet

Sempre mais hoje em dia fala-se de produção de conteúdo para Internet, para criação de posts em redes sociais, otimização de sites, ranking no Google, bla, bla, bla…

Mas o pessoal de Marketing nem sempre (quase nunca) é um especialista na arte de escrever. Porém ele precisa de conteúdo, precisa de desenvolver posts na base de palavras chave, etc.

Ao mesmo tempo o escritor, seja de livros, contos ou peças de teatro, muitas vezes tem grande dificuldade em se colocar no mercado e ganhar dinheiro fazendo o que mais gosta e mais sabe fazer, escrever…

…pois, dizem, Arte só pode ser Hobby…

Mas de fato, cruzando a demanda dos Marketeiros e a oferta dos escritores, gera-se a oportunidade para o autor literário. O dramaturgo pode se encaixar entre artista da escritura. Claro, as técnicas de criação literária e criação dramatúrgica são diferentes, mas em ambos os casos há uma grande oportunidade, e com certeza algo em comum existe entre as duas categorias: querer escrever (saber escrever em alguns casos…) e fazê-lo com paixão.

Porém, não esqueçamos das leis do capitalismo: maior oferta de autores significa preço menor de mercado pelo conteúdo; Arte de Escrever para Blogisso inflaciona o valor da produção de artigos para Internet e também pode inflacionar o valor percebido da arte de produzir conteúdos para Internet.

Mas sejamos honestos, em qual atividade você não tem que partir do baixo, do zero, ralar para mostrar o seu valor e correr atrás das oportunidades?

No mundo corporativo, como no mundo artístico, as lógicas do sucesso são praticamente as mesmas: estar no momento certo no lugar certo. O resto é o trabalho de pesquisar este lugar certo e aparecer ali no momento certo. Na arte como na economia o inimigo principal é a preguiça.

Sim mas quanto rende escrever para blogs ou sites?

Bom isso varia bastante com o tipo de contrato e segmento considerado.

Pela simples lei da demanda e oferta, os artigos de tipo mais “técnico”, por exemplo de informática, têm um valor mais alto.

Precisa escrever para fãs ou clientes?

Importante relembrar que não é a habilidade de escrever que faz a diferença mas a capacidade de entender a necessidade do leitor, chamar a atenção dele para conquistá-lo e retê-lo. Parece que isso vá contra o princípio clássico que a arte deveria ser independente da “venda”. Mas com uma abordagem madura, o escritor de artigos para internet pode dedicar horas do dia para “web-articles” para gerar renda, e horas para a sua arte “particular”.

Escrever para o Leitor

Escrever para Chamar a Atenção do Leitor

A palavra maturidade é essencial, pois mesmo escrevendo algo que não seja arte pura, é necessário manter um respeito absoluto pelo leitor, pois o leitor não é estúpido e percebe imediatamente se o artigo foi escrito para preencher uma página do site ou dar uma informação útil… e, a final, Google também se dá conta disso….rs

Então se você é um escritor de verdade ou escritor “wannabe” e está procurando oportunidade para gerar uma renda fazendo o que você gosta, escrever para blogs e sites é com certeza a sua ocasião.

 

Teatro nas Empresas: Uma Idéia Brasileira

Espetáculo: Tema da ação: Segurança e E.P.I - Teatro nas Empresas

Tema da ação: Segurança e E.P.I

Teatro nas Empresas

De: Rogério Favoretto e Rodney D’Annibale.

O Fazer Teatral, desde os primórdios do Brasil, é uma ferramenta muito utilizada

na educação, no esclarecimento, na politização, enfim na formação e

conscientização do ser humano, tanto em seus direitos, como nos seus deveres,

até para mudar hábitos, conceitos… mas sempre, seja como for, o objetivo foi

educar.

Assim fez Anchieta, quando chegou ao nosso país, e se viu frente a frente com os

índios, aos quais tinha que catequizar. Mas se levarmos em conta os rituais

indígenas, o fazer teatral como forma educacional já havia se manifestado em

nosso país… e assim continuou se manifestando em cada região, com suas festas

populares, onde em cada uma delas encontramos um pouco da história, dos

costumes, das características, que são transmitidas de pais para filhos, através

destes rituais. A modernidade chega ao Teatro Brasileiro, através da influência de

estrangeiros que vieram se radicar aqui e tendo seu ponto alto no polonês

Ziembinski.

Em 1953 surge o Teatro de Arena, de Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri

e José Renato Pécora, que buscou passar a história do país a limpo, aproximar o

teatro do povo através de uma dramaturgia nacional e também de encenações de

textos de Bertold Brecht, e assim politizar o povo e trabalhadores. Com isso o

Fazer Teatral chegou às portas das fábricas e insere o trabalhador em suas

atividades… estamos em meio a ditadura militar, momento de sufocamento total

da liberdade de expressão, e está lá o fazer teatral, marcando sua presença no

grito “mudo” de protesto.

O tempo passa e com a chegada dos anos 90, muitas coisas mudaram, a

televisão é uma realidade e os produtores teatrais já são bem poucos, um novo

momento começa, ser pessoa de teatro já não é tão glamoroso e atores viram

produtores para poder exercer sua arte e então surge neste momento um novo

nicho para a atividade teatral, o teatro como ferramenta de treinamento

corporativo. Espetáculos, intervenções, palestras dramatizadas começam a

ser utilizadas para levar de forma mais eficiente as informações até os

trabalhadores, visando atender a necessidade das empresas na orientação de

seus funcionários, os temas são variados e personalizados.

Essa nova realidade faz surgir um novo ator, mais ágil, mais coletivo, mais

consciente de sua importância enquanto artista, enquanto agente de informações

que com certeza vai despertar naquele trabalhador que o assiste, uma nova

dimensão em relação ao meio em que ele está inserido, desde suas relações

pessoais, até com os direitos e deveres em relação a sua atividade e empresa a

qual ele está ligado.

Temos aqui o fazer teatral, indo para dentro das empresas definitivamente, e não

só até a porta… Seria esse movimento, guardada as devidas proporções e

objetivos, uma extensão inconsciente do que o pessoal do Arena começou?!

Fazer essa pergunta, talvez seja muita pretensão, talvez não… Mas com certeza,

como pretendia Brecht, Artaud, para se obter sucesso neste nicho de mercado é

preciso uma forma de expressão cênica, onde o ator não seja uma grande vedete

e sim uma ferramenta que conduza o expectador a reflexão.

Independente de qualquer tipo de comentário, o teatro nas empresas é um fato,

que está fazendo a sua história levando as mais variadas informações aos

trabalhadores como: Segurança no trabalho, uso correto dos equipamentos

de proteção individual (EPI), combate e orientação ao stress, tabagismo,

alcoolismo, dengue, tuberculose, aids e outras doenças sexualmente

transmissíveis, segurança no lar, qualidade de vida, reciclagem de materiais,

atendimento ao cliente, integração dos funcionários de áreas de atuação

diferentes visando uma linguagem uniforme que caracterize a empresa…

uma lista extensa de temas que são abordados no dia-a-dia das Empresas, que

vêm até os núcleos especializados em Arte Cênica Educativa buscar apoio para

um melhor rendimento de seus funcionários e que conseqüentemente reflete nos

resultados das empresas.

Os cuidados com o espetáculo não são diferentes daqueles conhecidos:

Dramaturgia, direção, atores profissionais, cenários, figurinos, adereços… e

friozinho na barriga antes de cada apresentação.

O que muda então?!! O assunto do texto não é livre, ele é desenvolvido para

atender a necessidade do contratante, o que faz com que o texto contenha um

universo de termos técnicos, que exige do ator, diretor e dramturgo uma atenção

especial e aprendizado dessa nova realidade.

A atuação deve ser mais atenta, pois é necessário, envolver, encantar e marcar

presença na memória desse público tão especial, pois estamos ali para educá-

lo, para torná-lo melhor profissional e principalmente um melhor ser humano. Sem

ser didático, monótono, impositivo, chato… mas através da melhor forma de

reflexão num momento de tantas dificuldades, incertezas e competições que

apresenta todo processo sócio/econômico/cultural de nosso país: O humor.

Humor sadio, sem expor esse público especial, a situações desconfortáveis, mas

sempre buscando envolvê-los na ação, o que faz com que assimilem melhor o

conteúdo proposto.

O Ator deve também deixar de lado o seu ego, o seu melindre, e buscar apoio

nos colegas, desenvolver um trabalho coletivo. A guerra de vaidades no teatro

educativo, não é benéfico, pois o que importa é o resultado coletivo e não o

individual, o objetivo é conscientizar o público e não saber quem atuou melhor,

pois todos tem que atuar “melhor” sempre. É importante lembrar, que cada

apresentação é uma estréia, pois para aquele público e para quem contrata só

há essa apresentação para atender as expectativas, logo, o objetivo é sempre

atender a necessidade de quem contrata.

O Espaço Cênico sofre variantes das mais inesperadas ordens, por isso é

necessário agilidade de adaptação para lidar com camarins e coxias muito

pequenas, ou até inexistentes em alguns momentos, palcos muito reduzidos e isso

muitas vezes acontece não por falta de atenção da empresa teatral, mas por

algum descuido da empresa contratante, que se compromete a ceder um

determinado espaço físico, mas quando se chega no local para a realização do

evento apresentam uma realidade diferente daquela combinada.

Além dos espetáculos, com essa parceria Teatro/Empresa, surgiu a Intervenção,

que são micros espetáculos, com duração de cinco a vinte minutos em média, que

tem o objetivo de informar de forma rápida e concisa sem que haja necessidade

de deslocar o público de suas seções de trabalho, pois os atores é que se

deslocam pela empresa, nesse caso não há cenários, essa forma de

apresentação se repete várias vezes durante o dia até que todo o público seja

atendido.

O Fazer Teatral nas empresas traz para o ator um novo espaço para trabalhar,

reciclar e exercitar o seu ofício em contato direto com um público que em sua

grande maioria nunca teve ou teve poucas oportunidades de ver um espetáculo

teatral. Ë o artista indo onde o povo está, cumprindo sua função didática,

social… levando alegria e entretenimento, mantendo vivo esse meio de

comunicação tão antigo e eficiente que sempre encantou a todos.